Rumo ao Japão

3 de Dezembro de 2012

Chegou a hora, hoje começa minha viagem rumo ao Mundial no Japão. A primeira coisa que quero falar para os amigos, família, rivais, etc, é que não estou indo somente atrás de mais um título, estou indo torcer, apoiar, incentivar o Timão, do mesmo jeito que sempre fiz, no Paulistão, Série B, Libertadores, etc. Gritar “É campeão” é fácil, difícil é gritar “Eu nunca vou te abandonar”, mas não pra nós, corinthianos, afinal, nós não vivemos de títulos, vivemos de Corinthians.
Em 2012 completei 30 anos de arquibancada e vou terminar o ano assistindo o Timão numa arquibancada do outro lado do mundo, é tanta alegria que não cabe em mim.
Tem muita gente feliz por mim, tem gente com raiva, outros com inveja, assim é a vida. Quero agradecer à todos, vocês me motivam, de um jeito ou de outro.
Tenho que agradecer mesmo ao Corinthians, sem ele a minha vida não seria tão divertida, o Corinthians está me levando pro Japão, porra. Obrigada, Timão!

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102 anos de Corinthians

1 de Setembro de 2012

O Corinthians me faz tão feliz, mas tão feliz, que não dá pra explicar, mta gente nem é capaz de entender. Não sei o que seria da minha vida sem o Corinthians, eu não teria tantos amigos queridos, tantos momentos especiais, cada jogo, cada gol. O Corinthians me apresentou lugares lindos pelo Brasil, pelo mundo. O Coringão vai me levar pro Japão, porra. Corinthians, obrigada por existir, por fazer parte da minha vida, parabéns pelos 102 anos.

Um filme

1 de Julho de 2012

Um filme não sai da minha cabeça, resolvi compartilhar com fatos e fotos.

Começa em 2007, estávamos pra cair, Corinthians X Vasco, último jogo em casa. Destino, série B.

Ano de 2008, o campeonato foi rebaixado, o Timão foi exaltado. Nós nunca vamos te abandonar.

Invicto, fenomenal, 2009 também foi ano de títulos, de classificação pra Libertadores.

Em 2010, o Centenário foi incrível, mesmo sem títulos, pois vivemos de Corinthians.

2011 eu fiz minha mala e andei atrás do Corinthians, torci em todos os lugares, sempre voltando com a vitória, no final, veio o penta.


2012, não sei se seremos campeões, vou torcer muito. Independente do título, já tive o meu grande sonho realizado, ver Boca X Timão na Bombonera em uma final de Libertadores.

Carta ao amigo bambi

28 de Março de 2011

Douglas, você é um dos poucos bambis que aceito ser zoada, a maioria não tem moral pra vir falar comigo, até pensei em você durante a derrota, já estava esperando você vir falar comigo. Eu mereço! Ok? Tá tudo bem, o que seria de mim sem você, meu querido freguês? Bola não existe sem rivalidade, é assim, um dia a gente perde, por 4 anos ganha, é futebol. Você é um cara que gosta e entende de futebol, apesar de ser bambi. Você tem meu respeito porque foi o bambi que mais me aturou nesses 4 anos de freguesia, admito que peguei pesado. Lembra quando fomos invictos e fenomenais em 2009 e eu gravei a Fiel cantando: Ô e o freguês voltou, e o freguês voltouuuu. Usei a gravação como toque de celular pra te provocar, me divertia muito com isso. Em 2009 foram tantas vitórias, nem me lembro quantas e você me fez feliz em cada uma delas. Obrigada! Hoje você tá feliz e aceito, você também merece, é um bom freguês, tô chateada com a derrota do Timão e muito, mas passa logo. Aqui é Corinthians e isso você jamais entenderia. Aproveite enquanto pode, porque logo logo tem mais.

Na vitória ou na derrota eu grito forte, corinthiana eu serei até a morte.

Douglas Santana é meu amigo e era colega na produção da Copa das Nações Danone, que foi o trabalho mais futebolístico que tive. Respirávamos futebol, o clima era muito legal, leve, apesar da rivalidade. Trabalhamos durante o ano de 2009, ano que o Timão só humilhou os bambis, teve dedo do Cristian, teve pique do Gordo, teve frango do Bambi Mór e muito mais. Douglas agüentou tudo isso e hoje é dia dele ficar feliz, deixo ele aproveitar porque sei que vai durar pouco.

Goleada é puro êxtase

6 de Novembro de 2010

Na última rodada, atendendo ao meu pedido, o Timão meteu uma goleada de 4 X 0 no Avaí. No dia anterior falei no Twitter: A, é, í, goleada no Avaí! A, é, í, goleada no Avaí!  Tô exigente e otimista, amanhã não basta o Timão ganhar, tem que golear #vaiCorinthians Deu tudo certo e melhoramos o saldo de gols num momento importante.

Goleada é uma delícia, é puro êxtase, acho que o prazer de uma goleada pode ser comparado ao de orgasmos múltiplos.

A primeira vez que vi uma goleada do Timão foi contra o São Paulo em 96, no estádio da sorte Santa Cruz. Delícia de vida!

Hoje é aniversário de 5 anos do eterno 7 X 1 em cima do S4n7os. #Eterno7X1

Também vale relembrar as goleadas históricas:

Democracia Corinthiana 5 X 1 Palmeiras, em 1982

Corinthians 8 X 2 Cerro Porteño, em 1999

Corinthians 8 X 2 Guarani, em 1997

Lula na presidência do Corinthians

19 de Outubro de 2010

Faço parte de um fórum de amigos corinthianos e recebi um email do Guilherme Donnabella, com genial sugestão de que o Presidente Lula seja o próximo presidente do Timão. Eu gostei da idéia e vocês?

Vejam na íntegra o texto do email:

Caros,

aproveitando o clima de cordialidade, de paz entre facções rivais, lideradas por Sabrina, a Corinthiana, pelo lado da preguiça e F. Macedo, o calmo diplomata, representando a turma da corneta, queria sugerir o seguinte:

Sei que os companheiros aqui não são muito afeitos a questão de política do clube, não sei se por falta de interesse puro e simples em questões que dizem respeito ao nosso futuro ou mesmo desilusão, ou ainda medo de cornetar. Respeito democraticamente a opinião daqueles que privilegiam a discussão do dia a dia, das análises de jogo (superficiais ou aprofundadas), previsões, troca de gentilezas com o amigo Tom, mas o fato é o seguinte:

Mandato presidencial acabando – gosto de lembrar o nosso saudoso e folclórico Vicente Matheus e sua visão de que mais importante que Presidente do Corinthians, apenas o presidente da República – bem avaliado pela maioria esmagadora da população (mundial), o corintianíssimo Lula deverá ficar desempregado, pelo menos formalmente.

Gostaria de propor humildemente uma movimentação dos senhores para tentarmos dobrar o corintiano mais ilustre do Globo a sentar na cadeira presidencial de nossa amada instituição. A seguir, os motivos, sem seguir ordem de importância.

– Estamos numa crise profunda de falta de titulo no ano do Centenário e escutando piadas das mais infames.

– O presidente atual jurou de pé junto no altar da capelinha do PSJ que não tentaria uma reeleição no clube.

– Por mais paradoxal que possa parecer, precisamos de alguém com um perfil menos político, qual seja, alguém que não precisa do Corinthians para se promover.

– Ficaríamos menos dependentes do Ronaldo, com certeza muito menos corintiano que o Lula. Em resumo, se o Ronaldo foi uma jogada de mkt fantástica, essa que proponho é, modestia à parte, genial. Se hoje somos conhecidos fora, amanhã faremos mais sucesso que o Manchester, Real e Milan (juntos).

– para os mais chegados às torcidas organizadas, o Lula é conciliador e mais Corintiá que todos nós aqui (juntos). Ouvi declaração da boca dele dizendo não ver a hora do mandato acabar pra poder assistir a um jogo do Timão no meio da Gaviões. Eu acredito.

– o homem gosta de tomar umas e outras e corintiano, idem. O homem fala errado e de improviso e o corintiano gosta também fala e gosta.

poderia listar mais motivos, mas prefiro ouvir a opinião dos senhores.

Bjo nas crianças.

Guilherme  Donnabella

Minha professora palmeirense

15 de Outubro de 2010

Hoje é dia dos professores e me lembrei da minha professora de história, Suzi Pigatto, que é a única palmeirense fanática q conheci. Ela foi minha professora em 1995, ano do inesquecível Paulistão 95. Na sala de aula era permitido debater futebol e isso era super legal.

Fui com a Professora Suzi ao Estádio Fonte Luminosa assistir Ferroviária X Palmeiras e antes do jogo ela me pediu pra tirar uma foto dela com o jogador argentino Mancuso, eu tirei, logo depois nos separamos e como sempre, fui torcer muito contra o Palmeiras, na torcida organizada Coração Grená, da Ferrinha.

A Ferrinha deu show de bola em cima da porcada e o jogo acabou empatado em 1 X 1. Ir ao estádio torcer pra Ferroviária era legal, torcer contra os porcos foi muito bom, sacanear a professora que era super gente fina apesar de ser porquinha, foi demais. Depois do jogo fui perto da torcida dos porcos procurar a Suzi, um porco imundo me chamou de gatinha, eu, enojada e sem a menor noção do perigo estufei o peito e falei muito orgulhosa: “Sai fora, eu sou corinthiana”. Depois voltei pra perto da torcida da Ferroviária.

Foi legal ter ido ao estádio com minha querida professora Suzi, fiquei feliz por ela ter encontrando seu ídolo Mancuso e nem me incomodei em bater uma foto dos dois, mas a maior lembrança que tenho do argentino aconteceu quando estive no estádio em Ribeirão Preto pra ver o Timão jogando contra os Porcos. Foi o Mancuso quem fez a falta que o Marcelinho bateu brilhantemente e fez um golaço, pra delírio da Fiel.

“Querida Professora Suzi, espero que você leia esse texto e se lembre desse dia com o mesmo carinho que me lembro. Você foi uma ótima professora, me fez gostar muito mais de Che Guevera, entre outras coisas boas, suas aulas era brilhantes. Ganhar o título em 95 foi incrível, vocês palmeirenses me fizeram muito feliz. Aguardo seu contato, ansiosa.”

Cadê vocêêê? Cadê você, cadê você?

23 de Agosto de 2010

Domingo perfeito, fui ao Pacaembu assistir a vitória do Timão de 3 X 0 nos bambis. Cheguei mais cedo do que de costume e antes do jogo começar pude assisti o show da Fiel.

Logo que entrei a música cantada pela Gaviões me chamou atenção, eu já conhecia a melodia que é a mesma de uma música da Camisa 12, mas a letra era inédita, pelo menos pra mim. (Depois que escrevi esse texto vi no YouTube que essa música é antiga e que os rivais cariocas também cantam, mas com a Fiel cantando é outro nível.)

Parei e fiquei só observando a Fiel cantar, foi diferente, emocionante, todos fomos contagiados.

Cadê vocêêê?

Cadê você, cadê você?

Cadê você, cadê você?

Cadê você, cadê vocêêêêêêê?

Iiiiiiiii

No Pacaembu eu nunca vi

No Morumbi nunca tá lá

Timinho de Libertadores

Não tem torcida pra apoiaaaaar

Adorei a música, fala exatamente de como são os são-paulinos, omissos, ausentes. O legal é que a letra não tem nenhum xingamento e até respeita o novo estatuto do torcedor, perfeita.

Fiz um vídeo, ficou meio tosco.

Poema, minha cachorra corinthiana

19 de Agosto de 2010
Poema ACorinthiana

Poema ACorinthiana

Quem me segue no Twitter já ouviu muitas histórias da Poema e seu corinthianismo. Minha linda menina é da raça English Staffordshire Bull Terrier, que é uma raça extremamente dócil, apesar da cara brava de PitBull (Stafiies não são PitBulls).

É claro que os cães gostam daquilo que seus donos gostam, Poema tem dois aninhos e ainda era filhote no ano de 2009 Fenomenal, virou uma fanática de tanto ver festa.

Quando assisto aos jogos pela TV, normalmente estou sozinha em casa e a deixo subir no sofá ou na cama. Poema de alguma forma entende que jogo de futebol traz festa e alegria pra casa.

Ela fica plantada na frente da TV, prestando muita atenção, como se tivesse entendendo tudo. Aprendeu até mesmo a identificar um lance de mais emoção pela expressão do narrador e da torcida, gente juro, ela presta mais atenção num escanteio, por exemplo.

Hoje em dia minha comemoração de gols em casa é: GOOOL POEMA! GOOOL POEMA! É DO CORINTHIANS POEMA! Sempre pulando muito com ela.

Uma vez, meio confusa, Poema ameaçou comemorar um gol de outro time, mas levou uma bronca e aprendeu a me esperar e só comemorar os gols do Timão.

Eu gosto mesmo é de assistir jogo na arquibancada, com meus amigos, mas assistir pela TV com a Poema é legal, ela é fiel, parceira, sempre estará vendo jogo comigo, independente do dia, hora ou campeonato disputado e ela não grita gol antes e não xinga.

Muitas vezes vou passear com a Popô vestida com roupinha do Corinthians, ela faz o maior sucesso na rua, sempre ouvimos um Vai Corinthians! Quando encontramos algum torcedor de time rival eu falo pra ela: PEGA POEMA! PEGA! É muito engraçado, porque apesar de ser uma doçura, tem cara de brava, os rivais ficam com um medinho e eu me divirto.

Cão é o amigo mais fiel, a Poema é ainda mais, é uma corinthiana.

El El El a Poema é da Fiel!

Poema ACorinthiana

Poema assistindo Avaí X Corinthians

Poema ACorinthiana

Poema assistindo o VT de Palmeiras X Corinthians

Poema ACorinthiana

Poema assistindo Botofogo X Corinthians

Poema ACorinthiana e Sabrina ACorinthiana

Eu e Poema colocamos chapeuzinhos do Timão para desejar feliz aniversário para a vovó.

Poema na festa de aniversário do Du

Poema na festa de aniversário do Du

Poema assisntindo Mano Menezes na TV

Poema assisntindo Mano Menezes na TV

Um ano da final mais inesquecível da minha vida

1 de Julho de 2010

Há um ano o Corinthians foi campeão da Copa do Brasil e essa foi a final mais inesquecível da minha vida. Não me canso de contar essa história.

Eu não tinha ingresso, parecia um pesadelo não ir à final, mas havia dentro de mim um sentimento muito bom de que tudo daria certo, ainda assim não havia a menor possibilidade deu conseguir um ingresso, nem com a Camisa 12, principalmente porque eu não poderia ir de caravana, pois não podia faltar do trabalho e nem me atrasar.

No dia 01/07/09 eu fui trabalhar normalmente e até conformada por não ir a Porto Alegre. Eu trabalhava na organização da Copa das Nações Danone, que estava numa fase importante, era véspera da coletiva de imprensa com o padrinho Cafú, entre outras coisas que eu tinha que me dedicar com muita responsabilidade.

Antes de almoçar liguei para Rita para combinar de assistir a final no Parque São Jorge, para minha decepção ela falou que ia assistir em casa, liguei para Aninha, que falou que ia num bar com uma amiga sãopaulina. Fiquei de mau humor por não ter onde ver e comemorar o jogo.

Edu, o meu diretor, chegou do almoço, fiz uma pergunta a ele como uma forma de justificar a minha cara amarrada:

– Edu, você não tem nenhum amigo dirigente do Inter que me consiga um ingresso?

Sandra, minha chefe, se levanta da mesa e responde:

– Já sei! O coordenador técnico da Copa Danone no RS é dirigente do Inter, liga para a Marisa.

Liguei para Marisa, que me passou o telefone do Leandro, liguei pedindo o ingresso e ele falou que talvez conseguisse, me apeguei nesse “talvez” como se já fosse uma certeza, pedi dispensa e a Sandra frisou que eu não poderia me atrasar no dia seguinte, falou que o aeroporto de POA sempre fechava, mas falei que sabia que tudo ia dar certo e fui pra casa, era mais de 15h.

Eu não tinha um real no bolso, liguei para a Rita, falei que talvez fosse conseguir ingresso e pedi 1000 reais emprestados, ela tinha dinheiro em espécie no escritório em Pinheiros, combinamos dela mandar por um motoboy direto para Congonhas. Vesti o manto sagrado do Corinthians e um casaco, levei uma blusa vermelha na bolsa. Fui até a mercearia e pedi 100 reais emprestados para o dono, que é corinthiano, o Souza.

Peguei o taxi antes das 16h, o taxista era santista, mas estava torcendo pelo Timão, o trânsito estava ótimo e ele correu bastante. Cheguei em Congonhas e ainda não tinha o dinheiro, mesmo assim fui para a fila, liguei para o meu pai e pedi 500 reais, ele leva uma vida simples, 500 reais é muito dinheiro, mas ela nem me perguntou porque eu precisava e falou que logo transferiria  para minha conta. Quando eu tava finalizando a compra sem saber se o dinheiro já havia caído ou não o motoboy chegou com o dinheiro da Rita e paguei as passagens, ida e volta custou 1.200 reais, consegui marcar o vôo para às 17h20.

Decolei sem ter certeza do ingresso e assim que pousei liguei para o Leandro que falou:

– A boa notícia é que consegui um ingresso, a ruim é que o lugar é na torcida do Inter.

Eu ia tentar ficar na Fiel. No avião conheci o Duda, fomos de taxi até o Beira Rio e nos separamos, vesti a camisa vermelha para pegar meu ingresso. Tive que esperar um tempão e quando consegui pegar o ingresso só faltavam 10 minutos para o jogo começar. O ingresso era num setor vip, pensei que talvez fosse um setor misto, pura ilusão.

Eu estava tão feliz por estar ali que não fiquei incomodada com a torcida do Inter, eu queria prestar atenção no jogo. Encontrei uma cadeira com meu nome personalizado por coincidência, me sentei.

Cadeira no Baira Rio com meu nome

A pior parte era ver o ataque do Corinthians, eu queria empurrar, vibrar, mas não podia. Foi muito difícil me controlar. Aos 19 min. Jorge Henrique marca, eu abaixei a cabeça e explodi de emoção, senti uma vontade enorme de gritar, não pude. Logo depois André Santos marcou, resolvi que era hora de tentar comemorar com a Fiel.

Os colorados começaram ir embora e aos poucos as divisas dos setores começaram ser abertas. No segundo tempo consegui chegar bem perto da Fiel. O canto onde eu estava começou ser evacuado pela polícia, foi aí que resolvi me revelar corinthiana. O guarda não gostou nada e falou que eu não poderia passar para Fiel, eu insisti, ele foi estúpido. Fui descoberta por uns torcedores do Inter e fui falar que estava com medo de apanhar para outro guarda, que resolveu me ajudar.

Alguns torcedores corinthianos perceberam que eu estava tentando mudar de setor e tentaram me ajudar. Quando fui liberada eles estavam na expectativa. Fui correndo em direção a eles, pulando várias cordas, quase caí, parei, tirei o casaco, depois a blusa vermelha e finalmente fiquei vestida só com roupas do Timão. Os corinthianos cantaram: El, El, El, a morena é da Fiel. Eu pirei, vibrei muito por estar na minha Fiel Torcida.

De cara encontrei meu querido amigo Barcelona, mas a Camisa 12 estava na parte debaixo. O jogo acabou, os jogadores foram comemorar com a gente, era tanta alegria que não cabia em mim.

Põe no DVD, põe no DVD, Corinthians Tri Campeão

No auge da comemoração o Inter resolveu apagar as luzes e a polícia começou nos expulsar, o guarda esperou eu vestir a faixa de campeã e tirar uma foto.

Fomos embora por um caminho escuro e cheio de lama, mas logo encontrei o Sérgio e o ônibus da Camisa 12, minha alegria estava completa.

Depois de comemorar mais um pouco, fui para o aeroporto, encontrei um cantinho quentinho e confortável, consegui dormir um pouco e sonhar com o Timão campeão, acordei e vi que era  verdade, mas realmente parecia um sonho.

O avião decolou antes do horário, no vôo só tinha corinthiano, fiquei amiga do Eduardo que me deu uma carona, cheguei no trabalho antes das 9h, tinha dado tudo certo. Fui para coletiva tentando disfarçar minha cara de sono-ressaca-euforia quando o Rodrigo, diretor da Danone me falou que estava rouco porque tinha acabado de chegar do Beira Rio. Cantamos juntos: Põe no DVD, Corinthians Tri Campeã. Foi demais. Se ele que é o patrão arriscou se atrasar para coletiva e foi ver a final, por que eu não me arriscaria? Até pedi para o Cafú escrever no meu autógrafo: Para Sabrina ACorinthiana, tri campeã, hehe.

Deu tudo certo e foi mágico, no final, consegui ir ao Beira Rio, o Corinthians foi campeão e eu não prejudiquei o trabalho.

No Beira Rio, ainda disfarçada na torcida do Inter

Sendo expulsa pelos guardas, ainda comemorando no Beira Rio

No dia seguinte, trabalhando feliz da vida na coletiva do Cafú

Aproveito para agradecer mais uma vez ao meu pai querido com quem posso contar muuuuito, a Rita, sempre parceira, a Sandra, que foi a idealizadora, ao Edu, que foi muito tolerante, a Marisa e Leandro, que foram fundamentais, ao Souza, pelo dinheiro do taxi, ao taxista, por correr tanto, ao motoboy, por ser pontual, ao Duda, por me acompanhar até o Beira Rio, a torcedora colorada que bateu minha foto enquanto eu estava disfarçada, ao PM, que me deixou passar para Fiel, ao Denis, que bateu a única foto que tenho com a camisa do Timão no Beira Rio, ao Sérgio e meninos da Camisa 12 por comemorarem comigo, ao Eduardo, pela carona até o trabalho, ao Rodrigo, por ter se tornado conivente mesmo sem querer e apoiado a minha ida, a Silvia, minha irmã, que não ajudou com minha ida, mas foi quem me levou para minha primeira final em 95 me despertando para todas as outras, a todas as pessoas que esqueci de falar, mas que de alguma forma me ajudaram, ao Uilson, leitor fiel do meu blog que talvez seja a única pessoa que tenha saco de ler esse texto até o final.