Desculpas do Corinthian-Casuals para a Fiel

Por Rob Cavallini

Desculpas do Corinthian-Casuals para a Fiel

O Corinthian-Casuals gostaria de pedir desculpas para os torcedores do Corinthians Paulista por sua ausência durante as celebraçõess do centenário em 2010. O Corinthian-Casuals foi convidado, em junho de 2009 e confirmado em abril de 2010,  a visitar o Brasil, mas o patrocínio prometido não aconteceu, apesar dos esforços  do Casuals em firmar o que foi planejado. Com apenas cinco semanas antes da provável data da chegada do time, para Casuals não restou nenhuma outra opção a não ser aceitar que esta visita não iria acontecer.

O Corinthian-Casuals está, naturalmente, bastante desapontado por não fazer parte das celebrações e espera que este contratempo não tenha nenhum dano nos nossos planos futuros devido aos jogadores, que estavam esperançosos para a ida ao Brasil, não terem contrato com o time e estarem bastante tristes com o descomprimento da promessa não ter sido comprida.

O Corinthian-Casuals é um time Amador jogando numa liga professional (oitava divisão)na Inglaterra e tem uma progamação cheia. São 42 jogos e cinco competições, o que significa que a janela de oportunidades  é bem restrita e este era a única ocasião em que o clube poderia visitar o Brasil.

A última comunicação na sexta-feira dia 16 de april foi afirmado que o Corinthians Paulista estava apenas interessado se o Corinthian- Casuals fosse fazer a abertura do jogo, “um esquenta”, entre Corinthians Paulista e Boca Juniors. De qualquer forma, o e-mail enviado foi sem muito conteúdo. Encontros prévios entre Corinthians Paulista e Corinthian- Casuals atrairam multidões de quase 15000 pessoas em 1988 e 5000 pessoas em 2001, mesmo o jogo tendo acontecido numa terça-feira às 2 da tarde.

O Corinthian- Casuals continuará a acolher os torcedores do Corinthians Paulista como eles são o que fazem o nosso nome brasileiro bastante especial, sempre que visitarem Londres, mas é duvidável que este episódio seja esquecido, se o clube Corinthian Casuals sobreviver!

O Corinthian-Casuals estará brevemente lançando suas camisetas no Brasil, as quais esperam-se que sejam destinadas aos torcedores corinthianos. O Casuals constantemente recebe pedidos de camisetas de torcedores  brasileiros e esperamos que isso possa agradá-los. O Corinthian-Casuals gostaria de agradecer aos torcedores do Corinthians pelo seu contínuo interesse ao time.

Se vocês tiverem maiores dúvidas, por favor entre em contato por email rob_cavallini@hotmail.com e tenha em mente que somente falo inglês.

Rob Cavallini

Corinthian-Casuals

CORINTHIAN-CASUALS APOLOGISES TO THE FIEL

Corinthian-Casuals would like to apologise to the supporters of Corinthians Paulista for their absence during the centenary celebrations in 2010.  Corinthian-Casuals were invited to visit Brazil in June 2009, and this was confirmed in April 2010, but the promised sponsorship was not forthcoming despite Casuals best efforts to establish what was happening.  With only five weeks before the date of the prospective arrival, Casuals have been left with no option but to accept it was not meant to be.

Corinthian-Casuals are naturally very disappointed not to be part of the celebrations and hope that this setback will not have a detrimental effect on its playing fortunes as no players are under contract.

Corinthian-Casuals are an amateur team playing in a professional league (level 8) in England and have full programme of 42 games and five cup competitions which means the window of opportunity is very tight and this was the only time the club could visit..

The last communication on Friday 16th April stated that Corinthians Paulista were only interested if Corinthian-Casuals would be the warm up for a proposed match with Boca Juniors.  Otherwise the e-mail states it would be ´poor´.  Previous meetings have attracted crowds of 15,000 in 1988 and 5,000 in 2001 despite the match being played on a Tuesday at 2pm.

Corinthian-Casuals will continue to welcome supporters of Corinthians Paulista as they are what makes our Brazilian namesakes so special, whenever they visit London, but is doubtful this episode will be forgotten if the club survives.

Corinthian-Casuals will shortly be launching a range of shirts in Brazil which it is hoped will appeal to Corinthians supporters. The club constantly receives enquiries about shirts and it is hoped that this will help satisfy Corinthians fans.  Corinthian-Casuals wishes to thank the supporters of Corinthians for their continued interest in the team.

If you have any further questions please call me on 11 but be aware I only speak English.

Alternatively you can e-mail me at rob_cavallini@hotmail.com

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7 Respostas to “Desculpas do Corinthian-Casuals para a Fiel”

  1. Eric Says:

    Desculpas aceitas, mas o Timão Paulista foi fraco nessa negociação, hein…o centenário tá meia-boca e já estamos no meio do ano…

  2. Marcelo Says:

    Muito tem se falado, a respeito do Corinthians x Flamengo, pelas oitavas de final da Libertadores, de “o confronto entre os dois clubes com as maiores torcidas do Brasil”, “uma disputa entre 60 milhões de pessoas”, “o clássico do povo”.

    De fato, Corinthians e Flamengo possuem ambos torcidas gigantescas; segundo as pesquisas de opinião, são “as duas maiores do Brasil”. E as semelhanças ficam por aí mesmo, na dimensão das torcidas. Pois a natureza da relação dessas torcidas com seus respectivos clubes é muito diferente. Resultado de histórias radicalmente distintas.

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    O Corinthians nasceu da gente humilde e sempre foi o Time do Povo (“O Corinthians vai ser o time do povo e o povo é quem vai fazer o time” – palavras de Miguel Bataglia, o primeiro presidente corinthiano). O Flamengo nasceu da elite, foi elitista, discriminou quem não era da elite, e depois se popularizou.

    O Corinthians foi fundado por um grupo de operários e artesãos, na rua. debaixo da luz de um lampião, em 1910. Um ano depois, em 1911, O Flamengo, clube de remo, acolheu os dissidentes do Fluminense F.C. (quase o time titular inteiro), e se tornou também um clube de futebol. Clube de gente fina: do time bicampeão carioca de 1914-15, nove jogadores eram estudantes de medicina, um era estudante de direito e um não fazia nada (“filhinho de papai”).

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    O Corinthians começou na várzea (que era onde os times formados por pessoas das classes sociais menos privilegiadas podiam jogar bola). Após alguns anos como “Galo da Várzea”, surgiu a oportunidade, em 1913, de disputar uma seletiva para participar do campeonato da LPF, devido à saída de equipes dissidentes que fundaram a APEA (as equipes da APEA queriam ser a elite da elite). O Corinthians ganhou a seletiva, o Time do Povo passou a jogar com os clubes da elite e exerceu papel fundamental na popularização do futebol em São Paulo. Mas houve, logo início, uma traição: campeão paulista na LPF já em 1914, o Corinthians recebeu um “convite” para participar do campeonato da APEA de 1915. Quando o Corinthians pediu a desfiliação da LPF, veio a negativa a inscrição na APEA. E o Corinthians ficou “na cerca” em 1915… Até o final do ano, quando foi chamado para participar de um torneio beneficente contra os campeões da APEA e da LPF (torneio beneficente tem que dar renda; para dar renda, é preciso torcida; e quem tinha torcida era o Corinthians). O Corinthians bateu os dois campeões, e se tornou o Campeão dos Campeões. No ano seguinte, voltou para a LPF (após nova seletiva…) e conquistou seu segundo título paulista.

    Uma história marcante da época do amadorismo do Flamengo não é nada edificante. Em 1923, o Vasco participou pela primeira vez da primeira divisão do campeonato carioca. Com um time formado majoritariamente por negros e mulatos, o Vasco ganhou de quase todas as demais equipes, majoritaria ou exclusivamentemente formada por brancos. Na penúltima rodada, a chance de ser campeão, contra o Flamengo, nas Laranjeiras. A zona sul se uniu contra o Vasco. Criou-se um clima de guerra para a partida. A playboyzada pitbull do departamento de regatas do Flamengo levou seus remos embrulhados em jornal. Durante a partida, qualquer vascaíno que se manifestasse nas arquibancadas levava um golpe de remo na cabeça. O Flamengo, com seus onze jogadores brancos, ganhou por 3×2, e o Vasco saiu revoltado com um gol não validado pelo árbitro (o benemérito do Botafogo, Carlito Rocha), em lance em que a bola teria entrado. O carnaval que a vitória do Flamengo provocou na zona sul durou pouco, pois o Vasco acabou conquistando o título. Mas os clubes grandes da elite carioca não aceitaram o desaforo: exigiram que o Vasco se desfizesse de seus jogadores negros e mulatos se quisesse participar do campeonato do ano seguinte. Diante da recusa, Flamengo, Fluminense, Botafogo e América fundaram uma nova liga, para não ter que jogar contra o Vasco.

    Nesse contexto, é importante destacar que, pouco tempo antes, em 1922, na conquista do campeonato sul-americano, pela primeira vez um jogador considerado negro havia jogado pela seleção brasileira: Tatu, do Corinthians (na verdade, houve Friedenreich, que jogou pela seleção antes de Tatu; mas, ao contrário do corinthiano, não era visto como negro, pois era mulato claro, filho de pai alemão, tinha olhos verdes, usava o cabelo alisado e era jogador do Paulistano).

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    As conquistas da época do amadorismo tornaram o Flamengo popular, e o Corinthians ainda mais popular. Com o advento do profissionalismo, o Flamengo contratou os maiores jogadores negros do futebol carioca (Domingos da Guia, Leonidas, Fausto), intencionando se tornar o clube de maior torcida do Rio e do Brasil. Aqueles jogadores teriam um papel duplo nessa empreitada: conquistariam as vitórias, que por si propiciam mais seguidores; e atrairiam a simpatia do povão carioca, que se identificava naqueles ídolos. O Corinthians, curiosamente, enfrentou uma crise na transição para o profissionalismo: tricampeão paulista, sofreu um desmanche provocado pelas equipes italianas, que levaram os seus destaques (um deles Filó, tornou-se o primeiro brasileiro a conquistar uma copa do mundo, a de 1934, graças à dupla cidadania italiana obtida). Mas o Corinthians retomou o caminho das glórias, com um novo tricampeonato no final da década de 1930, no qual teve participação decisiva o artilheiro Teleco.

    Com o advento da época de ouro do rádio (década de 1940), o futebol se tornou ainda mais popular. As vitórias dos clubes eram difundidas pelas emissoras de rádios. As mais influentes em escala nacional eram as emissoras cariocas (sediadas na então capital da República). Dentre os radialistas esportivos cariocas destacavam-se Ari Barroso e Jorge Cury, ambos rubronegros fanáticos, que não tinham o menor pudor em, diante do microfone, pender para o seu clube do coração. O Corinthians não tinha tanta “sorte” assim: a mais importante rádio paulista, em termos de esporte, era a Panamericana (futura Jovem Pan), propriedade de Paulo Machado de Carvalho, sãopaulino histórico e diretor do SPFC por décadas. Paulo Machado de Carvalho chegou a comandar um conglomerado de mídia que incluía a TV Record, a Rádio Record, a Rádio Excelsior, a Rádio São Paulo e a Rádio Panamericana (Jovem Pan). Quando se tem em conta que o mais importante jornal paulista, O Estado de São Paulo, sempre foi de propriedade da família Mesquita, a qual participou da fundação do SPFC, não fica difícil deduzir qual clube paulista é o tradicional “queridinho” da mídia local.

    Mas a popularidade corinthiana é imanente, é essencial, e não depende de tratamento benevolente dispensado pelos “veículos formadores de opinião”. Tanto é assim que, em 1956, o diário Última Hora resolveu fazer uma enquete, no Rio de Janeiro e em São Paulo, para saber qual era “a maior torcida do Brasil”. O vencedor foi o Time do Povo, o Corinthians, com 737 mil votos. Em segundo lugar, ficou o Flamengo, com 538 mil votos.

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    O martírio de vinte e dois anos sem conquistar um título paulista afetou a torcida corinthiana. Mas não como afetaria qualquer outra torcida do Brasil: cresceu o tamanho e o amor da Fiel por seu time. A história do Corinthians é repleta de glórias, mas é pontuada de grandes dificuldades e de sofrimento. Nada foi tão demorado e sofrido quanto a espera pelo fim da fila. Quando ocorreu a Libertação, o que se viu foi a maior e mais intensa comemoração de título de um clube brasileiro em todos os tempos. Mais que uma festa, foi uma catarse de milhões, uma mistura de carnaval com Juízo Final, um acontecimento irrepetível. A partir do qual o Corinthians eram ainda maior do que já havia sido (e, antes da fila, o Corinthians já havia se tornado o maior de todos).

    Coincidente com o jejum corinthiano foi o advento da televisão nos lares brasileiros. A primeira emissora a estabelecer uma rede nacional de transmissão foi a Rede Globo, sediada no Rio de Janeiro, que teve um crescimento imenso, desproporcional em relação às concorrentes, durante o regime militar. A Globo continuou e transcendeu o trabalho que as rádios faziam de difusão do futebol carioca, com atenção especial ao nome do Flamengo, tratado de modo constantemente ufanista e festivo.

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    O resultado é o gigantesco contingente de seguidores que o Flamengo angariou. Mais do que torcedores, boa parte é de admiradores: pessoas que gostam e acompanham o Flamengo como a uma novela, que lhes oferece entretenimento, emoções e ídolos.

    Muito diferente é a relação da Fiel com o Corinthians. Aqui trata-se de uma devoção, quase uma religião. O Corinthians, para grande parte de seus torcedores, é a coisa mais importante da vida. O corinthiano tem a sua família, o seu trabalho, a sua religião; alguns dão mais importância para isso, outros para aquilo; mas o que está sempre presente, o que condiciona a sua vida, é a paixão pelo Corinthians.

    Quando se enfrentam Corinthians e Flamengo, não se trata de um confronto entre iguais, entre “irmãos”. Ocorre o confronto ente dois clubes que congregam duas imensas e díspares legiões de seguidores: os admiradores do Flamengo e os fanáticos torcedores do Corinthians. Os flamenguistas, adeptos do oba-oba, querendo mostrar a sua alegria; os corinthianos, apaixonados e sem vergonha de mostrar a sua devoção. O Flamengo, festivo, de raizes na elite, que conseguiu fazer frutificar um enorme contingente de admiradores. O Corinthians, razão do viver dos seus torcedores, Time do Povo desde o seu surgimento.

    Corinthians, o time da Fiel, a maior e mais apaixonada de todas as torcidas.

  3. Álvaro de Campos Says:

    É HOJE!

    VAI CORINTHIANS!!!

    JOGAI POR NÓS!!

  4. Uilson Souza Says:

    Perdemos ontem, mas, no Pacaembú vamos transformar a vida da mulambada do rio num inferno.
    Vai Corinthians…

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